sexta-feira, 25 de maio de 2012

Adoção por casais gays



Em pleno século XXI ainda é possível perceber que algumas pessoas insistem em continuar com pensamentos completamente ultrapassados e preconceituosos. Um dos assuntos que merece destaque por conviver diariamente com o julgamento de parte da população mundial é a homossexualidade. Realmente muitas barreiras foram quebradas, mas é preciso que outras tantas sejam superadas.
Na última quarta-feira (24), um grande passo para esta oficialização foi dado pela Justiça brasileira, quando a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou projeto de lei que inclui no Código Civil a união estável entre homossexuais e sua futura conversão em casamento (tal conversão não tem qualquer relação com o casamento religioso). A proposta da senadora Marta Suplicy ainda terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ir a plenário e também terá que ser votada pela Câmara dos Deputados.
Além do obstáculo de oficializar a união, os gays também lutam para que consigam adotar crianças e registrá-las em nome das duas mães ou dos dois pais. Apesar de o Estatuto da Criança e do Adolescente não fazer qualquer restrição à sexualidade, muitos casais não conseguem registrar seus filhos. Mas nem tudo pode ser visto pelo lado ruim. Há cerca de seis anos, a primeira adoção feita por um casal gay acontecia no Brasil. Apesar de até hoje o número de adoções como esta ser pequeno, é preciso reconhecer que as leis do país estão mudando, mesmo que lentamente.
Ao passar por tudo isso e conquistar o direito de criar um filho, questões sobre a criação de crianças por pais homossexuais vêm à tona. Muitos são capazes de afirmar que pais gays criam filhos gays. Não é pelo fato de um ambiente ter como padrão o relacionamento homoafetivo, que uma criança se tornará gay. Não dá para afirmar que a opção sexual dos pais define a dos filhos, pois, se fosse dessa maneira, filhos gays não nasceriam de pais héteros.

Foto: 
Jim Holbrook
Fonte: Vila Filhos 

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