Em pleno século XXI ainda é
possível perceber que algumas pessoas insistem em continuar com pensamentos
completamente ultrapassados e preconceituosos. Um dos assuntos que merece
destaque por conviver diariamente com o julgamento de parte da população
mundial é a homossexualidade. Realmente muitas barreiras foram quebradas, mas é
preciso que outras tantas sejam superadas.
Na última quarta-feira (24), um
grande passo para esta oficialização foi dado pela Justiça brasileira, quando a
Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou projeto de lei que inclui no
Código Civil a união estável entre homossexuais e sua futura conversão em
casamento (tal conversão não tem qualquer relação com o casamento religioso). A
proposta da senadora Marta Suplicy ainda terá que passar pela Comissão de
Constituição e Justiça antes de ir a plenário e também terá que ser votada pela
Câmara dos Deputados.
Além do obstáculo de oficializar
a união, os gays também lutam para que consigam adotar crianças e registrá-las
em nome das duas mães ou dos dois pais. Apesar de o Estatuto da Criança e do
Adolescente não fazer qualquer restrição à sexualidade, muitos casais não
conseguem registrar seus filhos. Mas nem tudo pode ser visto pelo lado ruim. Há
cerca de seis anos, a primeira adoção feita por um casal gay acontecia no
Brasil. Apesar de até hoje o número de adoções como esta ser pequeno, é preciso
reconhecer que as leis do país estão mudando, mesmo que lentamente.
Ao passar por tudo isso e
conquistar o direito de criar um filho, questões sobre a criação de crianças por
pais homossexuais vêm à tona. Muitos são capazes de afirmar que pais gays criam
filhos gays. Não é pelo fato de um ambiente ter como padrão o relacionamento
homoafetivo, que uma criança se tornará gay. Não dá para afirmar que a opção
sexual dos pais define a dos filhos, pois, se fosse dessa maneira, filhos gays
não nasceriam de pais héteros.
Foto: Jim Holbrook
Fonte: Vila Filhos
Foto: Jim Holbrook
Fonte: Vila Filhos

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